Qual a diferença e utilidade entre os portáteis?
Postado em Tecnologia | 30 Junho, 2013
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Em uma era de virtualização e mundo digital, as empresas oferecem todos os tipos e tamanhos de dispositivos móveis, desde o bom e velho telefone simples, apelidado hoje em dia de "dumbphone" por não fazer nada além de telefonia (e SMS), até os mais poderosos computadores portáteis carregando o novo nome (e marca registrada da intel) Ultrabooks, que unem o poder dos processadores dos notebooks, com o tamanho e leveza dos já extintos netbooks. Some em tais Ultrabooks uma tela touchscreen que gira e torna o dispositivo em um tablet, e você terá os computadores chamados híbridos, por serem tanto um notebook/Ultrabook, como um tablet.

Os preços diferem bastante entre marcas, modelos e, obviamente tamanho. Mas para que serve cada um e qual o melhor indicado para cada tarefa? Se no começo nem mesmo as empresas sabiam para que um tablet seria usado, o tempo provou que seu uso é limitado, mas não inútil.

Confira abaixo um gráfico comparativo dos recursos de cada tipo de dispositivos:

Comparativo de recursos dos diferentes dispositivos

Dumbphone

Sem mistérios, serve só para telefonia e envio de SMS (os populares "torpedos"). Alguns mais caros suportam toques e músicas mp3. Por não terem amplas telas, processadores e recursos, a vida útil da bateria é o grande diferencial, podendo durar vários dias em uso médio.

Smartphone

Com telas capacitativas e multi toque, processadores avançados e acesso à internet 3G/4G ou WiFi, os Smartphones permitem que você faça literalmente de tudo um pouco - mas com suas telas pequenas e processadores reduzidos (para caber em tão pequeno dispositivo), os Smartphones acabam não sendo fortes o suficiente para jogos avançados, vídeos de alta resolução, nem nenhuma tarefa muito complexa - e mesmo assim, a bateria é sugada loucamente, precisando geralmente de recargas diárias.

Notes

Os smartphones (ou tablets pequenos) maiores, geralmente com caneta capacitativa, tem vários usos sobre um Smartphone, principalmente por suas telas um pouco maiores: suportam vídeo de melhor qualidade, a tela maior não força tanto a vista, e a caneta permite o uso para tarefas específicas. A bateria ainda sofre, claro, e o tamanho elevado torna difícil usá-lo para falar no telefone, mas quando o assunto é trabalho em campo, coleta de informações ou apenas uma agenda mais avançada, os Notes ganham. Se você precisa de todos os recursos de um Smartphone, e não usa tanto a telefonia, um Note pode ser a melhor pedida devido a seu maior tamanho e capacidade.

Tablets pequenos/mini, ou popularmente "Foblets"

Maiores que um Note, menores que um tablet, os mini-tablets tem ganhado mercado em velocidade assustadora, principalmente depois do lançamento do Galaxy tab 7" e do Nexus 7. Sem telefonia (ou telefonia limitada), os mini-tablets dificilmente tem papel de telefone, e seu forte fica justamente com suas telas maiores, capacidade de processamento, e melhor portabilidade que um tablet. Se o assunto é ter o melhor de uma tela capacitativa sem necessidade de telefonia, os mini-tablets tem se provado os melhores.

Tablets

Grandes e relativamente poderosos, os tablets tem de tudo e mais um pouco - exceto telefonia (ninguém quer colocar 11" na orelha para falar, certo?). Se os tablets ganham de todos em recursos, eles perdem em capacidade de bateria e tamanho. Com o mesmo tamanho e geralmente melhor desempenho de bateria, os híbridos se saem melhor. Se o assunto é telefonia, eles deixam a desejar. Se o assunto é flexibilidade e tamanho, os mini-tablets tem geralmente os mesmos recursos em um tamanho mais amigável. A tendência dos Tablets é ficar cada vez mais em nichos isolados, perdendo para os dispositivos mais específicos para cada tipo de atividade como os smartphones (telefonia), Note (trabalho em campo), mini-tablets (portáteis poderosos em tamanhos amigáveis) e híbridos (poder de processamento com tudo que tem direito).

Ultrabook híbridos

A grande novidade de 2012 são os ultrabook híbridos. Com todas as qualidades de um bom notebook, mas com uma tela capacitativa que gira ou se solta, transformando o dispositivo em um tablet, os híbridos tem papel garantido para quem precisa processamento e, mais importante, um teclado. Digitar grandes relatórios, planilhas ou textos em uma tela capacitativa é um desafio até para os mais ávidos, e o teclado ainda vai demorar para ser aposentado nestes casos. O fato dos ultrabooks mais avançados rodarem sistemas operacionais completos e compatíveis como MacOS ou Windows ajudam ainda mais.

Tendências

Algumas coisas são certas sobre o futuro: "dumbphones" sempre vão existir, porque a diferença de preço e sustentabilidade os torna atrativos para quem quer apenas telefonia; os smartphones vão estabilizar em telas entre 4" e 5" focando em internet e multimídia móvel, além da telefonia; os notes vão continuar fazendo sucesso em nichos específicos e trabalho em campo que requerem internet e telefonia; os mini-tablets abocanham o mercado dos desengonçados tablets e seus tamanhos exagerados; e os híbridos vão dominar quem quer tudo em um só pacote. O único que está a perigo são justamente os tablets, demonstrado com os passos de todas as grandes empresas do ramo em investir pesado nos mini-tablets em 2012: os híbridos oferecem a mesma tela e recursos que um tablet, com a comodidade e avanços de um computador pessoal, e internet com fio (importante para quem viaja, pois muitos hotéis ou centros de convenções preferem a internet com fio por ser mais segura).

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